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Em missa, Bolsonaro pede que povo “não experimente dores do comunismo”

Ao participar de uma missa em Brasília, nesta terça-feira (6/9), o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), proferiu a oração à Nossa Senhora Aparecida no altar da igreja, discursou ao público presente, pedindo a Deus que o povo brasileiro “não experimente dores do comunismo”, e chegou a chorar.

Ao participar de uma missa em Brasília, nesta terça-feira (6/9), o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), proferiu a oração à Nossa Senhora Aparecida no altar da igreja, discursou ao público presente, pedindo a Deus que o povo brasileiro “não experimente dores do comunismo”, e chegou a chorar.

A celebração, na paróquia militar São Miguel Arcanjo, homenageou a vida do mandatário, exatos quatro anos depois de ter sido esfaqueado na campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

“Devidamente autorizado [pelo padre], elevo pensamento a Deus e peço a ele que o nosso povo não experimente as dores do comunismo”, disse Bolsonaro.

“Então, rezo um Pai Nosso e nesse Pai Nosso eu peço a Ele mais que sabedoria, eu peço forças para resistir e coragem para decidir. Eu digo a todos vocês: eu não mais peço isso a ele, porque ele já me deu. E eu agradeço pela força, pela coragem e pela sabedoria”, começou a rezar.

E continuou: “Peço agora a Deus que não seja preciso usar tudo isso em defesa da nossa pátria. Mais do que jurar a vida pela pátria, eu juro também dar a vida pela nossa liberdade. Obrigado a Deus pela segunda vida e muito obrigado, Deus, pela difícil missão que me deu em ser o chefe dessa nação”.

O presidente foi recebido na igreja aos gritos de “mito”. A celebrante pediu para o público presente se acalmar, afirmando que o ambiente era religioso, apesar da “emoção”.

Durante a missa, o padre relembrou a facada que o presidente Bolsonaro levou em 2018. Segundo o religioso, foi “graças a Deus” que ele não morreu com o golpe. Além disso, mencionou que o mandatário ainda tem uma “missão maior” para cumprir, mas não revelou qual.

“Que fique longe de nós o comunismo, o falso socialismo […]. Questões como aborto e ideologia de gênero, essas coisas são avessas a nós”, disse o padre.

Após as declarações, o presidente recebeu a hóstia do líder religioso. Bolsonaro é católico, mas não vai à missa todos os domingos.

Prestigiaram a celebração a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o filho “01” do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e os ministros Paulo Guedes (Economia), Marcelo Queiroga (Saúde), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Ronaldo Vieira Bento (Cidadania), Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União), Carlos França (Relações Exteriores), Augusto Heleno (GSI), Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Defesa). O candidato a vice, general Walter Braga Netto, parlamentares e outros políticos aliados também se fizeram presentes.

A facada tem sido constantemente lembrada por Bolsonaro e aliados nesse período eleitoral. O lançamento oficial da candidatura à reeleição ocorreu em Juiz de Fora, cidade em que o presidente afirma ter “renascido”.

Fonte: Metrópoles
Créditos: Polêmica Paraíba