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“Acordão” para o governo prevê Cartaxo na cabeça e Romero na vice – Por Nonato Guedes

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Informações exclusivas obtidas pela reportagem revelam novos detalhes do “acordão” que está sendo costurado para 2018 por forças políticas que fazem oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). A chapa que está sendo “costurada”, tendo o prefeito reeleito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) como candidato ao governo, prevê a indicação do prefeito reeleito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) como candidato a vice. A estratégia é dar representatividade aos dois principais colégios eleitorais do Estado e aglutinar votos que favoreçam a vitória do agrupamento que está se unindo para empalmar o Palácio da Redenção, derrotando o virtual candidato que venha a ser apresentado pelo esquema do governador Ricardo Coutinho.

O “acordão” foi experimentado, com êxito, nas eleições municipais deste ano e na Capital envolveu ainda o PMDB, com a inclusão do deputado federal Manoel Júnior como candidato a vice na chapa de Cartaxo, e em Campina Grande o PP, com a indicação do ex-deputado e ex-prefeito Enivaldo Ribeiro como vice de Romero. O esquema do governador lançou a professora Cida Ramos, que ficou em terceiro lugar em João Pessoa, e o deputado estadual Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa, também posicionado em terceiro lugar na disputa de Campina Grande. O PP conta em seus quadros com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, ex-ministro das Cidades no governo de Dilma Rousseff, e sua irmã, a deputada estadual Daniela Ribeiro, que em 2012 foi candidata a prefeita de Campina Grande.

O senador Cássio Cunha Lima e o presidente estadual do PSDB, ex-deputado federal Ruy Carneiro, são os estrategistas no ninho tucano, enquanto no PMDB projetam-se o senador José Maranhão e o deputado federal Manoel Júnior, que em janeiro acumulará a vice-prefeitura de João Pessoa com a secretaria de Saúde da Capital. Júnior quer concluir o mandato de Cartaxo, como titular, e ser candidato à reeleição a prefeito de João Pessoa. Para que a composição tivesse êxito, foi preciso que alguns atores políticos fossem substituídos.

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Em João Pessoa, Cartaxo, que foi eleito em 2012 tendo como vice Nonato Bandeira, do PPS, reforçou-se com o apoio do PMDB e a presença do PSDB na coligação. Bandeira não disputou nenhum mandato e ao término da primeira gestão de Cartaxo deverá ser aproveitado no governo estadual, já que se recompôs com Ricardo Coutinho, de quem foi auxiliar tanto na prefeitura de João Pessoa como na primeira gestão na prefeitura pessoense.

Em Campina Grande, Ronaldo Cunha Lma Filho (Ronaldinho), atual vice-prefeito e irmão do senador Cássio, concordou com a sua substituição na chapa por Enivaldo Rbeiro, fortalecendo Romero contra o esquema do governador e, sobretudo, contra o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo, que ficou em segundo lugar na tentativa de voltar à prefeitura campinense.

A reportagem apurou que poderá haver mais desdobramentos da composição recém-ensaiada, com a atração ou o engajamento de nomes como Lucélio Cartaxo, irmão gêmeo de Luciano e que foi candidato ao Senado em 2014. Ele agora é cogitado como opção para disputar uma vaga na Câmara Federal, contando com votos que devem ser repassados por Manoel Júnior. Em Campina Grande, o deputado federal Pedro Cunha Lima, filho de Cássio, é alternativa para futuras disputas municipais, enquanto o próprio Cássio é cogitado para concorrer em chapa presidencial pelo PSDB. No PSB, o nome do governador Ricardo Coutinho empolga comop alternativa para a sucessão presdencial em 2018, na cabeça de chapa.

Daniela e Aguinaldo Ribeiro também são alternativas dentro da equação política ampla que está se processando. Um deputado federal revelou, ontem, por telefone, de Brasília, que está em curso um processo de renovação dos quadros executivos no Estado com o aproveitamento de líderes emergentes que atuam no cenário.

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A composição envolve novos e experientes – ressalta a fonte, salientando que tudo é consequência do processo histórico nacional que tem gerado um divisor de águas acentuado desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a destituição de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, bem como a cassação do seu mandato parlamentar e, agora, a sua prisão pela Polícia Federal, recolhido à carceragem de Curitib, como um dos envolvidos na Operação Lava Jato.

“Sem fazer juízo de valor, acho que há uma nova realidade impulsionada por um dinamismo acelerado no quadro político brasileiro e esses fatores devem ser levados em conta, sobretudo, pélas cúpulas partidárias”, comentou o deputado federal Rômulo Gouveia, presidente estadual do PSD e avalista maior do entendimento que aproximou o esquema Cunha Lima do prefeito Luciano Cartaxo em João Pessoa.

Por Nonato Guedes

Fonte: osguedes

Créditos: nonato guedes


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