se defendeu das acusações

REPERCUSSÃO: Após lista de Fachin, Maia suspende votação da renegociação das dívidas

Menos de uma hora após a divulgação dos inquéritos abertos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar nove ministros, 42 deputados e 29 senadores, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), suspendeu a sessão de votação do projeto de renegociação das dívidas dos estados.

Após lista de Fachin, Maia suspende votação da renegociação das dívidas. Presidente da Câmara é alvo de pedido de abertura de inquérito

BRASÍLIA – Menos de uma hora após a divulgação dos inquéritos abertos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar nove ministros, 42 deputados e 29 senadores, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), suspendeu a sessão de votação do projeto de renegociação das dívidas dos estados.

Maia, que é um dos alvos dos inquéritos, voltou a se defender das acusações, dizendo que tudo será esclarecido e o caso arquivado. E disse que a divulgação, feita primeiramente pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, nada teve a ver com sua decisão de encerrar a sessão. Maia alegou falta de quórum. O plenário, que chegou a registrar 446 presenças, foi rapidamente esvaziando após a notícia das investigações.

— Eu vou repetir o que eu sempre tenho dito: eu confio na Justiça, confio no Ministério Público e confio na Polícia Federal. Os fatos serão esclarecidos e os inquéritos serão arquivados. Há citações de delatores que o processo vai comprovar que são falsas e os inquéritos serão arquivados — afirmou.

Líder do partido de Maia, Efraim Filho (PB) disse que o presidente da Câmara já contava com isso:
— Já estava precificado. Ele já sabia, não é nenhuma novidade.

Com relação a mais esse adiamento da votação do socorro ao Rio, que agora só voltará à pauta na semana que vem, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, lamentou. Para ele, no entanto, a lista de Fachin nada tem a ver com o resultado. Pezão segue a tese de Maia, de que o quórum inviabilizou a votação.

— É do Parlamento, a gente tem que obedecer. É o jogo democrático. Mas é claro que é frustrante, cada semana que a gente perde atrasa. O Rio vive um período muito difícil, nós ainda não pagamos a folha de fevereiro.

 

Fonte: oglobo
Créditos: POR CATARINA ALENCASTRO