Preconceito

Em nota vazia e pouco esclarecedora, Bar do Cuscuz se exime de culpa e esconde comentários nas redes sociais

Após a imensa repercussão na mídia do grave caso de homofobia, onde duas irmãs passaram por uma situação de constrangimento, no Bar do Cuscuz, em João Pessoa, o restaurante emitiu uma nota de esclarecimento no instagram. 

Após a imensa repercussão na mídia do grave caso de homofobia, onde duas irmãs passaram por uma situação de constrangimento, no Bar do Cuscuz, em João Pessoa, o restaurante emitiu uma nota de esclarecimento no instagram.

No documento, o Bar diz lamentar o ocorrido, e afirma que já está tomando as medidas cabíveis contra os responsáveis. O restaurante também relata que as irmãs não foram expulsas do estabelecimento, mas que preferiram sair após o problema, tirando a responsabilidade do bar, culpabilizando as vítimas por se sentirem ofendidas.

A diretoria reitera que nenhum tipo de preconceito é tolerado no restaurante e que pede desculpas à todos aqueles que se sentiram ofendidos com o ocorrido.

O Bar também ocultou todos os comentários nas redes sociais, não deixando o espaço aberto para possíveis reclamações de outros clientes, cerceando a liberdade de expressão, não sabendo conduzir uma crise, de forma clara e democrática.

Relembre o Caso

De acordo com relatos recebidos pelo Polêmica Paraíba, que foram também publicados em uma página no instagram, o gerente do bar abordou duas irmãs que estavam se abraçando, e convidou as moças a se retirarem do ambiente.

O relato da jovem mostra uma situação clara de homofobia por parte do estabelecimento e do gerente que ao observar as duas irmãs se abraçando quando conversavam sobre assuntos de família, disse que elas deveriam se retirar, pois estavam incomodando os outros clientes.

“Vocês não podem ficar trocando carícias aqui, estão reclamando de vocês, pois tem um parquinho ao lado e todos estão reclamando. Peço para vocês irem lá para fora”, foram as falas do gerente, chamado NIlton.

Ainda de acordo com o relato, as meninas, que estavam acompanhadas de sua família, ainda chamaram seus pais para “provar” um certo grau de parentesco; que mesmo se elas não fossem irmãs, não deveriam ser abordadas de tal forma. Sendo assim, o estabelecimento descumpriu a lei estadual nº 7.309/2003 e Decreto nº 2760/2006, que diz que discriminação por orientação sexual é ilegal e acarreta multas.

A jovem que fez a denúncia disse que ela e a irmã se sentiram agredidas e diminuídas, e o gerente ao ser questionado pelos seus pais, manteve o mesmo discurso de discriminação, dizendo que as meninas não poderiam ficar se abraçando. O relato diz ainda que o gerente debochou da situação, e afirmou que sua conduta estava correta.

A família saiu do estabelecimento e prestou um Boletim de Ocorrência.

 

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Polêmica Paraíba