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Senador protocola pedido de impeachment de ministro da Educação

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) protocolou na tarde desta quarta-feira um pedido de impeachment contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por suspeitas de crimes na liberação de verbas para prefeituras indicadas por dois pastores com trânsito no ministério. Na representação, o parlamentar solicita que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue Ribeiro por eventual crime de responsabilidade.

 

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) protocolou na tarde desta quarta-feira um pedido de impeachment contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por suspeitas de crimes na liberação de verbas para prefeituras indicadas por dois pastores com trânsito no ministério. Na representação, o parlamentar solicita que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue Ribeiro por eventual crime de responsabilidade.

Ribeiro disse em uma gravação que prioriza a liberação de verbas a prefeituras cujos pedidos foram negociados por dois pastores, segundo reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. No áudio, o ministro afirmou que atendeu a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro.

Os pastores seriam Gilmar Santos e Arilton Moura, que desde 2021 estariam negociando com prefeituras a liberação de recursos federais do MEC. Eles não têm cargo na pasta.

No documento, o parlamentar justifica a prática de crimes de responsabilidade por parte do ministro “em razão do cometimento de atos contra a probidade na administração, contra a lei orçamentária e contra a guarda e o legal emprego do dinheiro público”.

O senador requere também o afastamento de Ribeiro do cargo para impedir “a obstrução da persecução a ser instaurada” e o funcionamento do que denominou de “Ministério da Educação paralelo”, em alusão à atuação dos pastores no controle da agenda e de verbas da pasta, conforme revelou o jornal “Estado de S. Paulo”.

Rodrigues classificou o esquema informal de obtenção de verbas no MEC como um “acinte dentro de um estado que se diga Republicano e de Direito”.

O senador também mencionou um episódio em que o pastor Arilton Moura teria pedido 1 kg de ouro para liberar dinheiro do MEC, conforme afirmou o prefeito Gilberto Braga (PSDB) ao “Estadão”.

“Enquanto o Ministro da Educação e os demais integrantes do Ministério ‘paralelo’ buscam adquirir, ao arrepio da lei e da Constituição Federal, quilogramas 10 de ouro e dinheiro em espécie, nossas crianças e jovens sofrem com péssimas condições nas creches e escolas”, diz o documento.

Fonte: O Globo
Créditos: Polêmica Paraíba