Desrespeito

A Homofobia com cara de Elefante que deveria ser cor de rosa - Por Alana Yaponirah

is que em 2018, uma boate que representa o mais alto padrão de sofisticação e elegância, trazendo grandes nomes da música e consagrada pela sociedade como templo do entrenimento, se vê em uma situação descriminatória lamentável. Triste, pequeno, medíocre e acima de tudo HOMOFÓBICO.

Ontem vi e vivi algo que no alto dos meus 39 anos eu esperava que não veria tão explicitado

O motivo desse artigo / matéria é relatar algo que mexeu profundamente comigo.

Vamos aos fatos:

A boate é franquia da Pink Elephant Nova York, reduto de ricos e famosos, como Bruce Willis, Julia Roberts, Paris Hilton, Prince, entre outras celebridades. e na capital abriu suas portas no dia 26 de novembro de 2015, com um investimento de 2,5 milhões de reais, com capacidade pra receber até 500 pessoas.

A Pink é um reduto de glamour e sofisticação, ou pelo menos é o que seus frequentadores esperam encontrar e ser. Mas uma coisa chamou a atenção nos frequentadores, em sua imensa maioria formada por jovens brancos abastados, e como o show era da cantora Eliane que é considerada por muitos a rainha do forró, nesse dia especificamente, uma parcela de pessoas acima dos 35 anos. E por se tratar de uma boate, local onde se espera diversidade, irreverência e respeito a todas as tribos, a ausência de casais homosexuais ou mesmo de homens e mulheres da comunicada LGBT foi notada.

O fato de não se notar “gays assumidos” na boate foi apenas uma constatação, para entrarmos propriamente na denúncia, mostrando a possibilidade de um lado tradicional e homofóbico de pelo menos parte do público frequentador da casa.  Tudo isso é apenas conjectura diante da perplexidade diante da atitude de um funcionário da casa nesta sexta feira que deveria ser santa.

Eis que em 2018, uma boate que representa o mais alto padrão de sofisticação e elegância, trazendo grandes nomes da música e consagrada pela sociedade como templo do entrenimento, se vê em uma situação descriminatória lamentável. Triste, pequeno, medíocre e acima de tudo HOMOFÓBICO.

A denúncia foi feita por uma turma de amigos formada por dois casais heteros, duas primas e uma amiga chegaram à boate para comemorar um aniversário. Eles estavam em uma mesa próximo ao banheiro feminino e todos dançavam com as músicas de forró, detalhe que até o momento apenas os dois casais se revezavam dançando juntos e as meninas do grupo dançavam soltas.

Quando passava das duas da madrugada e após o show de abertura com Raniery Gomes as duas primas começaram a dançar uma música juntas normalmente como faziam todos, tudo estava bem e sem problemas até que um garçõm chega e diz “vocês duas não podem dançar juntas”. Ele dizia sorrindo pra disfarçar e as duas primas, pensaram tratar-se de uma brincadeira.  As duas ficaram indignadas e começou um clima entre os 3, até que o mesmo garçom entra no bar e demora pra voltar. Sem explicação.

Notou-se um clima entre os outros funcionários, uma vez que as duas mulheres que são primas, mas podiam muitíssimo bem ser namoradas estavam, dançando, e apenas dançando, assim como casais heteros se agarravam e se esfregavam em longos e salientes beijos no balcão a menos de 10 metros de distância.

Na saída da boate as duas primas foram falar com a gerência que naquele momento disse nada saber do ocorrido e resumiu-se a um pedido de desculpa não aceito. Destaca-se aqui que uma dessas primas é advogada e que estava pela primeira vez na capital para conhecer o nordeste e mora no estado de São Paulo.

Até o fechamento desta matéria não obtivemos nenhuma resposta da Pink para dar falar sobre a denúncia.

Em uma rápida pesquisa descobri que essa não é a primeira vez que uma franquis dessa mesma Pink é denunciada por crimes de homofobia, racismo e preconceito.

Acessem essa denúncia da Pink baiana 

Triste e lamentável, que feio Pink Elephant, você merece uma sonora vaia e como se diz entre a comunidade LBGT vocês são muito flopados . Não teve bafão “querida’ , as rachas eram primas meu amorrr senta e chora.

 

 

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Alana Yaponirah