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Entenda o que é a síndrome de Burnout e como as empresas podem contribuir para melhorar a saúde mental dos colaboradores

Segundo pesquisa, durante a pandemia, síndrome chegou a atingir 78% dos profissionais de saúde

Segundo pesquisa, durante a pandemia, síndrome chegou a atingir 78% dos profissionais de saúde

A síndrome do esgotamento profissional, conhecida como Síndrome de Burnout tem se tornado cada vez mais comum, principalmente após a pandemia de covid-19. Entender os sinais e dialogar sobre saúde mental pode ajudar, tanto indivíduos, quanto organizações, a mudar os rumos e beneficiar o bem-estar geral.

Thaís Máximo, professora do departamento de psicologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), explica que aquelas pessoas que são muito engajadas com sua ocupação e que terminam não recebendo o reconhecimento, ou retorno por parte da organização – bem como condições de trabalho – vão aos poucos “se apagando”. “O funcionário vai se esgotando e Burnout significa exatamente isso, o símbolo da Síndrome é uma chama se apagando”, explica.

A forma de definir e medir a condição é por meio do Maslach Burnout Inventory (MBI), elaborado, em 1981, pela professora de psicologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

As características cientificamente definidas da Síndrome de Burnout são: exaustão, apatia — quando a pessoa não se importa com o trabalho — e a falta de eficácia. “Isso interfere na vida de várias formas, seja na própria produtividade, no adoecimento, absenteísmo, dificuldade nas relações interpessoais”, afirma a professora.

Thaís Máximo explica que é necessário mais do que vontade própria do colaborador para lidar com os problemas emocionais. É preciso haver um esforço conjunto para fortalecer grupos e coletivos. “É muito importante discutir essas questões, porque são subjetivas, não se fala muito e, por vezes, o funcionário fica inseguro, com medo de ser visto de forma pejorativa ou vítima de chacota. As pessoas ainda têm muita resistência a falar sobre adoecimentos mentais, ainda mais quando relacionados ao trabalho e para evitar chegar a esse ponto é preciso esforço conjunto”, aponta.

A professora destaca que a empresa também precisa se conhecer, saber seu nível organizacional e a forma como a gestão deve ser voltada para a saúde e não o adoecimento dos profissionais. “Não adianta o indivíduo investir na saúde dele, fazer terapia e a organização não ter uma contrapartida. A construção precisa ser conjunta”, ressalta.

Evento — Segundo um estudo realizado pela PEBMED (Portal de saúde), publicado em novembro de 2020, 78% dos profissionais de saúde tiveram sinais de Síndrome de Burnout no período da pandemia.

Para discutir esta e outras questões relacionadas à saúde mental, a professora participou de um evento na Unimed João Pessoa nos dias 29 e 30 de setembro, no qual abordou o tema para os colaboradores. “Foi importante debater essa relação de saúde e trabalho, como ter mais qualidade de vida, quais fatores são fontes de prazer no ambiente corporativo. São temas que debatemos e ampliamos os espaços de diálogo”, conta. “A saúde tem sua relação social, mas também está relacionada a como o indivíduo responde ao meio em que está inserido. Quando estamos doentes fisicamente somos bem acolhidos, as pessoas compreendem se há necessidade de se afastar do trabalho para se tratar. Com as questões emocionais e psíquicas deve ser da mesma maneira. Não é preciso ter medo ou vergonha”, acrescenta.

Veja sinais que podem indicar o problema:

  • Exaustão emocional
  • Despersonalização (Cinismo)
  • Baixo sentimento de realização
  • Ansiedade
  • Isolamento
  • Insônia
  • Sintomas físicos (dores musculares, cefaleias e enxaqueca, problemas gastrointestinais, entre outros)
  • Alterações do apetite
  • Irritabilidade
  • Dificuldade de concentração/esquecimento
  • Sentimento de derrota/incompetência
  • Depressão

Fonte: Assessoria
Créditos: Polêmica Paraíba