Opinião

GALDINIANA: João Azevedo vai disputar o Senado pelo PDT – Por Rui Galdino

Meus amigos, minhas amigas, meus caros leitores. Hoje o galdinista vai ser um pouco saudosista para comentar sobre o GRANDE E VELHO PDT DE GUERRA! Digo isso, por que depois de longos anos, o meu querido partido do coração e de grandes desafios, está novamente na crista da onda do noticiário político paraibano.

Meus amigos, minhas amigas, meus caros leitores. Hoje o galdinista vai ser um pouco saudosista para comentar sobre o GRANDE E VELHO PDT DE GUERRA! Digo isso, por que depois de longos anos, o meu querido partido do coração e de grandes desafios, está novamente na crista da onda do noticiário político paraibano. O PDT foi gerado em Portugal no ano de 1979, após uma importante reunião de exilados brasileiros que defendiam o trabalhismo e que sob o comando e liderança do saudoso líder Leonel Brizola, elaboraram a famosa Carta de Lisboa, onde ali foi aprovada e definida as bases do novo partido: O PARTIDO DEMOCRÁRTICO TRABALHISTA – PDT.

Na verdade, o PDT surgiu na qualidade de filho legítimo do PTB. A Ditadura Militar sufocou o PTB, dizendo que seus seguidores e filiados eram subversivos e subservientes do poder. Então, após 15 anos no exílio, Brizola volta ao Brasil e em 1980 aprova o Manifesto, o Programa e os Estatutos do PDT, que defendia o nacionalismo, o socialismo democrático, os interesses da classe trabalhadora, da juventude brasileira e a Educação. O partido começou forte nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e depois cresceu por todo o Brasil, com a eleição de governadores, senadores, deputados federais, etc. Brizola sempre foi seu líder maior, no entanto, o partido também tinham personagens importantes em seus quadros a exemplo de Darcy Ribeiro, Alberto Pasqualine, Manoel Dias, Carlos Luppi e mais recentemente Cid e Ciro Gomes! Aqui na Paraíba, o PDT teve seu auge a partir de 1984, sob o comando do então deputado Francisco Evangelista, que tinha ao seu lado uma equipe bastante atuante entre eles podemos citar: Idácio Souto, Marly, Polion Carneiro, Edmilson e Rui Galdino(o galdinista). Era um time de 1ª qualidade e que começou a estruturar o partido em todo o estado.

Em 1989, Brizola disputou a presidência da república e o PDT da Paraíba sob o comando de Chiquinho Evangelista foi um dos baluartes na campanha pró-Brizola em nosso estado e um dos principais do Nordeste brasileiro. Brizola esteve na Paraíba várias vezes e sabia da importância do PDT paraibano. Brizola tinha uma forte amizade com Evangelista e Lúcia Braga. Conheci Brizola nessa época, era um líder nato, inteligente e sagaz. Aprendi a falar muito com ele e nos tornamos amigos. Se o Brasil tivesse sido governado por Brizola, hoje seria bem melhor e não estaria dividido da maneira raivosa que está. Pena que Brizola não conseguiu se eleger presidente da república, porém, deixou um legado de história em defesa da nossa democracia e honradez. Sob o comando do galdinista fundamos o PDT JOVEM e organizamos as famosas BRIZOLÂNDIAS em todo o estado. Depois, o PDT foi comandado pelo casal Wilson e Lúcia Braga de saudosa memória. Nessa época, Wilson Braga era o presidente da legenda, Rui Galdino assumiu a Secretaria-Geral do partido e Fábio Arruda era o Tesoureiro. Demos continuidade ao grande trabalho de Francisco Evangelista e conseguimos estruturar o partido em todos os municípios do estado. Elegemos centenas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores por toda Paraíba. Nessa época o PDT teve 5 deputados federais e 14 deputados estaduais. Disputamos o governo do estado e o Senado da República com chances de vitória, porém, batemos na trave e infelizmente não vencemos. Em síntese a grande maioria dos políticos da Paraíba a nível municipal, estadual e federal passaram pelo PDT. Éramos um partido forte e respeitado. Modéstia à parte, o galdinista foi o grande organizador do partido e das eleições em que o PDT participou ativamente. O então deputado Vitalzinho, sempre me chamou de “legenda viva do PDT paraibano”.

Depois de Francisco Evangelista, Wilson Braga e Chico Franca, o PDT nunca mais foi o mesmo e quase sumiu do mapa da política paraibana. Chico Franca além de presidente estadual da legenda, fora também eleito prefeito de João Pessoa e teve uma atuação muito marcante e decisiva na história do PDT paraibano. Sua ficha de filiação foi assinada por Brizola e ainda hoje mantém uma forte amizade com o eterno brizolista Manoel Dias. Anos depois, Carlos Luppi tirou Chico Franca do comando partidário na Paraíba e passou para o deputado federal Damião Feliciano, que teve como grande trunfo eleger sua esposa Lígia Feliciano como vice-governadora da Paraíba pelo PDT. Depois do comando do casal Feliciano, o PDT ficou à deriva novamente e me parece que só agora está voltando à cena política paraibana. O galdinista foi filiado ao PDT durante 21 anos ( 1984 a 2005 ). Sai do partido após a morte de Brizola (2004). Tenho muita saudade do velho PDT de guerra. Outros nomes importantes da política, advocacia, cultura, empresariado paraibano passaram pelo PDT, entre eles podemos citar: Vital do Rego pai, Vital do Rego Filho, Veneziano Vital, Nilda Gondim, Wilson Santiago pai, Mário Silveira, Tarcísio Burity, Tavinho Santos, Marcos Vinícius, Carlos Batinga, Cabral Batista, Heraldo do Egito, João Gonçalves, Ademir Morais, Tarcísio Marcelo, Neto Franca, Luiz Augusto Crispim, Roosvelt Vita, Nóbel Vita, Paulo Guimarães, Pedro Coutinho, João Deon, Venceslau, Fernando Ataíde, Nadja Palitot, Sérgio Teixeira, Derivaldo Mendonça, Pedro Adelson, Raimundo Nonato, Sousa Bandeira, Epitácio Rolim, José Gonçalves, Antônio Alves, Antônio Pedro, Dr. Júnior, Sebastião Plácido, Jório Machado, Manoel Júnior, Carlos Antônio, Gutemberg Cardoso, Marco Antônio Queiroga, Carlos Antônio, Washington Rocha, Will Rodrigues, Jáder Pimentel, Emir Candeia, José Luiz Júnior, Durval Lira, Carlos Mangueira, Derval Moreira, Tião Gomes, Péricles Vilhena, Pereirinha, Sebastião Félix Rêba, Assis Coelho, Genival Matias, Sócrates Pedro, Durval Ferreira, Creuza Pires, Pinto do Acordeon, Trócolli Júnior, Arnóbio Viana, Luiz Pimentel, João Manoel de Carvalho, Severino Ramos, Pedro do Caminhão, João Paulo, José Martins, Alexandre Braga, Glaucia Menezes, José Romero, Antônio Brasilino, Biu Mendes, Biu Fernandes, Antônio Loureiro, Paulo Montenegro, Babá Teotônio, Otto Marcelo, Carlos Roberto de Oliveira, Fernando Ramalho, Gil Galdino, Djaci Brasileiro, Achilles Leal, Marcos Gerbasi, João Máximo, Nivaldo Manoel, Geneton Carvalho, José Tota, Antônio Tota, Doca Gadelha, João Estrela, Vani Braga, Antônio Augusto Arrochelas, Adauto Pereira, Assis Camelo, João Fernandes, Sandro Alencar, entre outros…  Hoje, o PDT tenta mais uma vez se levantar das cinzas em nosso estado. Li pela imprensa que o partido seria comandado pela senhora Lauremília Lucena, esposa do prefeito da capital Cícero Lucena, no entanto, vi que o novo comando partidário no estado fora composto recentemente através de uma Comissão Provisória de 6 meses por pessoas ligadas ao governador João Azevedo.

Então, se conclui que o PDT paraibano está realmente nas mãos do governador João Azevedo e será seu partido de suporte para 2024 e principalmente para 2026. João, em boa hora deve ter ouvido o deputado Adriano Galdino, que sempre o alertou para ter um partido que se diga seu. Com isso, podemos prever que no momento oportuno o próprio João Azevedo e aliados deverão migrar para o PDT e que o partido será o sustentáculo do governador para batalhas políticas que virão. Então, anotem aí, se João for candidato ao Senado em 2026, o seu número de campanha será o 121. E se não for, o futuro candidato a governador da Paraíba apoiado por João Azevedo, terá o 12 como número de campanha, que é o número do PDT. Entenderam??? Quem sabe se a partir de agora o velho PDT de guerra, que já foi grande na Paraíba, voltará a brilhar no cenário da política paraibana. Vamos aguardar os acontecimentos. Até a próxima GALDINIANA. Haja coração!

Fonte: Rui Galdino
Créditos: Polêmica Paraíba