FLA ELIMINADO

PRESSÃO NO FLA: queda expõe problemas que o time enfrenta

A performance irregular também se explica pelo cenário atípico e o calendário mais apertado que o normal, mas há questões internas para serem sanadas.

A performance irregular também se explica pelo cenário atípico e o calendário mais apertado que o normal, mas há questões internas para serem sanadas. Em uma temporada marcada pela pandemia, os rubro-negros têm sofrido demais com as lesões e o departamento médico vive cheio. Contra o Tricolor, Ceni não pode contar com Rodrigo Caio, Filipe Luís, Diego, Pedro e Gabigol. Desgastado após a participação nas Eliminatórias Sul-Americanas, o chileno Isla não foi nem para o banco. Em situação similar, Everton Ribeiro, que esteve à disposição da seleção brasileira, começou entre os suplentes e entrou na etapa final no Morumbi.

O estafe da área científica do clube teve dificuldades para se adaptar ao estilo de Dome e sua comissão e também foi afetado por chegadas e partidas. O tempo de recuperação de atletas tem sido maior do que o desejado, visto que Rodrigo Caio ilustra bem essas dificuldades. Desde que voltou lesionado da seleção, o zagueiro não defende a equipe e sua última atuação como rubro-negro foi em 22 de setembro, quando o Fla venceu o Barcelona (EQU) por 2 a 1.

“Temos de valorizar quem está no campo tentando. Vocês melhor do que eu sabem das dificuldades que estamos enfrentando nesse momento”, acrescentou o comandante.

Na ordem de grandeza estipulada pelo clube, a Copa do Brasil era a conquista menos importante dentre as três taças em disputa, porém o tropeço também tem reflexo nos cofres. Com o revés, o Fla deixa de embolsar R$ 7 milhões por não ir às semifinais e dá adeus à chance de arrecadar até R$ 61 milhões a mais. Em um ano de perdas financeiras e com o clube disposto a fazer uma investida milionária por Pedro, por exemplo, a falta destes recursos pesam.

Após ver o sonho do tetra adiado, o Rubro-Negro se mantém vivo na Libertadores e no Brasileiro. No entanto, o time vê a pressão por conquistas aumentar. Com um pouco mais de respiro no calendário, Ceni terá mais tempo para trabalhar e a cobrança virá na mesma medida. No sábado (21), a equipe recebe o Coritiba, às 19h, no Maracanã, pelo Brasileirão, e tenta encerrar um jejum de vitórias no torneio que vem desde a goleada por 5 a 1 contra o Corinthians, em 18 de outubro.

Já a partir da próxima terça (24), uma batalha em Buenos Aires e um novo capítulo da odisseia pelo tri continental. Às 21h30, os atuais campeões da Libertadores encaram o Racing, pelas oitavas de final. Uma semana depois, brasileiros e argentinos definem no Maracanã quem avançará às quartas. Uma eventual queda tornaria o ambiente ainda mais pesado e colocaria em xeque o time que encantou o Brasil no ano passado.

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: UOL