sucesso

PARAÍBA E SEUS TALENTOS: quem são os grandes artistas paraibanos que colocam o Estado em destaque nacional e internacional

O que não falta na Paraíba é talento, seja na música, no cinema, nas artes visuais ou na literatura, a cena cultural paraibana é repleta de artistas e bandas que fazem sucesso dentro e fora do estado. 

O que não falta na Paraíba é talento, seja na música, no cinema, nas artes visuais ou na literatura, a cena cultural paraibana é repleta de artistas e bandas que fazem sucesso dentro e fora do estado.

Na cena musical, a Paraíba se destaca com seus cantores e músicos talentosos, que se destacam nacionalmente e encantam os mais variados gostos. Pensando nisso, o Polêmica Paraíba traz pra você, os grandes cantores paraibanos que colocaram o Estado  em destaque nacional ao mostrar todo seu talento.

ZÉ RAMALHO

Nascido em Brejo do Cruz, José Ramalho Neto (Zé Ramalho), iniciou sua carreira escrevendo versos de cordel. Cantava em conjuntos inspirados na Jovem Guarda e no Rock inglês. O cantor ganhou grande projeção levando o nome da Paraíba para todo Brasil,  ao ter suas músicas incluídas em trilhas sonoras de diversas novelas, entre elas: “Mistério da Meia Noite” , “ Roque Santeiro” (1985), entre outras.

Bob Dylan do Sertão

O título de Bob Dylan do Sertão veio logo após a estreia do primeiro disco, “Avôhoi”. A presença do trovador solitário americano é fortemente demonstrada nas obras de Ramalho. Tanto que, em 2007, o cantor lançou o álbum cover “Zé Ramalho canta Bob Dylan – Tá Tudo Mudado”.

O paraibano foi indicado ao “Grammy Award de Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras”.

ELBA RAMALHO

Elba Ramalho é uma das cantoras mais mencionadas quando se fala em produzir sucessos que atravessam gerações. Seja através de composições próprias ou interpretações de canções de outros artistas, é difícil encontrar alguém que não saiba cantar uma música da paraibana.

Nascida em Conceição, zona rural da Paraíba, fez parte do elenco da peça “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque, ao lado de Marieta Severo.  Com os parceiros Geraldo Azevedo e Zé Ramalho criou o projeto “O grande encontro”, que resultou em CDs e DVDs, além de turnê elogiada e participou de  diversas edições do Rock in Rio.

JACKSON DO PANDEIRO

O artista nasceu em Alagoa Grande (Paraíba) no dia 31 de agosto de 1919 e foi um importante instrumentista, compositor e cantor que gravou uma série de forrós e sambas e ajudou a popularizar a cultura nordestina. No princípio da década de 40, o artista se mudou para João Pessoa. Na capital da Paraíba atuou em cabarés e na rádio Tabajara durante seis anos.

Seu primeiro grande sucesso a estourar foi Sebastiana, que ganhou a boca do povo quando o artista já tinha 35 anos.

Vivendo no Rio de Janeiro (para onde se mudou em 1954), foi ganhando fama com a música Forró em Limoeiro.

Jackson também participou, durante a década de 50, de uma série de filmes ao lado da sua então companheira Almira.

Gilberto Gil regravou, a partir da década de 70, as músicas Chiclete com Banana, O Canto da Ema e A cantiga do Sapo.

Alceu Valença, por sua vez, deu voz à Papagaio do futuro.

Vítima de uma embolia cerebral e pulmonar, Jackson do Pandeiro faleceu aos 62 anos, em Brasília, durante uma excursão (após um show), no dia 10 de julho de 1982.

O artista foi enterrado no Cemitério do Caju (no Rio de Janeiro).

SIVUCA

Severino Dias de Oliveira, paraibano, conhecido por seu apelido Sivuca, levou a sanfona para as maiores salas de concerto do mundo. Como um poeta do som, tocou do popular ao erudito. Multi-instrumentista, tornou-se referência para músicos brasileiros e estrangeiros. E no Nordeste transformou-se em ícone daqueles que têm a sanfona, ou acordeom, como seu principal instrumento.

Instrumentista, arranjador, compositor, acordeonista, violonista, guitarrista. Estilista da sanfona, Sivuca foi um dos músicos mais influentes na arte desse instrumento. Fez muitos discípulos pelo mundo como Richard Galliano (francês, fez diversos arranjos para acordeom das composições de Bach e Mozart; destacou-se tocando Piazzolla) e René Lacaille. No Brasil é reverenciado por acordeonistas de Norte a Sul do país: de Dominguinhos à Borghetti. Influenciando ainda hoje, jovens como Mestrinho (Sergipe) e Lucy Alves (Paraíba).

Sivuca morreu em João Pessoa no dia 14 de dezembro de 2006, depois de lutar trinta e dois anos contra um câncer que o acometia desde 1968.

HERBERT VIANNA

Herbert Lemos de Souza Vianna, nasceu em João Pessoa, mas devido à vida militar de seu pai, o brigadeiro Hermano Viana, mudou-se ainda criança para Brasília, onde conheceu Bi Ribeiro. Ao se mudarem para o Rio de Janeiro fundaram os Paralamas.

Cantor, compositor, vocalista e guitarrista, Vianna, com letras nas quais se misturam o amor e também a crítica social,  é um dos grandes ídolos do rock brasileiro e também um de seus nomes mais conhecidos internacionalmente. Os Paralamas fizeram uma trajetória de sucesso na Argentina, onde são ídolos e já fizeram parcerias com astros como Fito Paez e Charly Garcia.

ANTÔNIO BARROS E CECÉU 

O casal de paraibanos Antônio Barros e Cecéu se apresentam desde 1971, numa parceria de vida e obra com um trabalho musical que agrega mais de 700 obras interpretadas por diversos artistas brasileiros.

Os artistas levaram o nome da Paraíba ao cenário nacional, recentemente o casal foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Estado da Paraíba. A lei n°11.990, de autoria da deputada estadual Estela Bezerra (PSB), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE-PB), dia 24 de junho, dia de São João.

Natural do município de Queimadas, Antônio Barros começou a compor na década de 1950. Após se mudar para Campina Grande, 20 anos depois, ele conhece Mary Maciel Ribeiro, a Cecéu, nascida na Rainha da Borborema, tornou-se sua companheira de vida e obra.

Juntos, se mudaram para o Rio de Janeiro e compuseram canções que fazem parte da nossa cultura musical e popular. Entre as mais famosas estão clássicos como “Homem com H”, gravada por Ney Matogrosso, “Bate Coração”, famosa na voz de Elba Ramalho.

CHICO CÉSAR 

O cantor, compositor, violonista e poeta Chico César, nasceu em Catolé do Rocha. Influenciado pela tropicália e pela vanguarda paulistana, mistura ritmos ao transitar entre elementos da cultura popular e canções românticas. Chico César é um dos grandes nomes da música brasileira, conhecido nacional e internacionalmente, já participou de diversos programas em rede nacional e chegou a fazer uma turnê na Alemanhã.

GERALDO VANDRÉ

Nascido em João Pessoa, Vandré é reconhecido como compositor e cantor. O marco na carreira do artista aconteceu em 1966, durante o II Festival de Música Popular Brasileira da Record, quando a sua canção Disparada foi cantada por Jair Rodrigues e empatou com a música A Banda, de Chico Buarque.

No Primeiro Festival Internacional da Canção no Rio de Janeiro, Geraldo Vandré também fez sucesso ficando em segundo lugar com a canção O Cavaleiro.

Outro sucesso de sua autoria foi Caminhando (Pra não dizer que não falei de flores), que dois anos mais tarde ficou em segundo lugar no Festival tendo perdido para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim, no Maracanãzinho.

 

 

 

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Polêmica Paraíba