fenômeno!

CAMPEÃ DO BBB21: 'As pessoas estão me amando', comemora Juliette

Nova milionária do pedaço garante que aceitaria conversar com Karol Conká e outros desafetos do reality show, mas não sabe se teria uma amizade com eles

Ela é um fenômeno! Depois de 100 dias de confinamento no “BBB 21”, a paraibana de Campina Grande Juliette Freire, de 31 anos, deixa o reality show não só com R$ 1,5 milhão no bolso, mas também com o carinho dos brasileiros e mais de 26 milhões de seguidores nas redes sociais.
Sua trajetória no programa não foi fácil. Juliette entrou na casa mais vigiada do Brasil aclamada pelo público e com uma imunidade conquistada através de votação popular. Mas, logo nos primeiros dias de jogo, seu comportamento rendeu muitas críticas e a advogada se tornou “alvo fácil” dos participantes do reality show. Juliette acredita que a perseguição que sofreu pode ter ajudado a criar empatia nos telespectadores e, consequentemente, a conquistar a vitória.
“Eu acho que isso (perseguição) pode ter influenciado as pessoas. Totalmente! As pessoas não querem perfeição, tudo bonitinho. Elas querem coisas reais. O que aconteceu comigo fez as pessoas se identificarem. Alguém se identificava com cada coisa que passei. Me sinto muito honrada de ter doado a minha história e a minha vida para ajudar de alguma forma”, diz a nova milionária.
Juliette não acreditava ser a favorita do público, mas sentia que havia algo especial em sua história no “BBB 21”. “Eu não achava que era favorita, mas em todos os discursos do Tiago Leifert eu sentia algo pra mim. O comportamento das pessoas comigo mudava, elas evitavam que eu me posicionasse… Eu sentia isso, mas tinha medo de verbalizar e parecer pretensiosa”, explica a advogada, que chegou a duvidar de seu discernimento.
“Não conseguia me olhar no espelho. Sentia coisas horríveis, que nem gosto de lembrar. Naquela  última prova, eu só queria um abraço. Precisava de acolhimento. Ficava mentalizando música, meus amigos. Duvidei de tudo, até da minha inteligencia, mas quando ouvi o discurso do Tiago (Leifert) parecia que eu tinha tirado um nó da minha garganta. Fiquei muito leve e muito feliz”.
Aberta a conversas
Na casa do reality show, Juliette sofreu com críticas e comentários maldosos vindos de vários colegas. Karol Conká, Nego Di e Projota foram alguns dos participantes com quem a paraibana mais se desentendeu. Aqui fora, a advogada se diz aberta a conversas com as pessoas que a julgaram.
“Esse assunto me dói muito ainda. Não vou mentir que está tudo tranquilo… Mas entendo que eles estavam com muito medo. São pessoas que vem de uma história de luta. Eu entendo. Mas me machucou muito também. Conversaria com todos eles, mas gostaria que eles me ouvissem de fato. Não sei se eu teria amizade. Ainda preciso ver e entender tudo. Amizade, não sei. Mas ouvir o que eles têm a dizer, totalmente”.
Cantora?
Enquanto esteve confinada, Juliette chamou atenção não só do público mas também de vários artistas por conta de sua voz e afinação. “Eu nunca pensei em ser cantora. Sempre gostei muito de música, mas não como profissão. Quando eu cantava, era pra fugir do caos, pra lembrar das minhas raízes. Eu acho que tenho muito que escutar e aprender. Amo música e a música me salva e me faz feliz. Estou me achando que o povo disse que eu sou cantora, eu estou acreditando. Ave Maria, vai ser um prazer. Se for pra ser, eu estou lá”, brinca.

A advogada já recebeu convites de parceria até com Luan Santana. “Claro que eu cantaria com ele. Oxê, na hora. Ele é maravilhoso. Vocês gostam de me ‘shippar’ com todo mundo, né? Eu ainda não vi a mensagem que ele me mandou. Quero abrir concentrada. Ainda não vi nem minha mãe. Depois de ver mainha, aí eu vejo Luan Santana”.
Delegada?
Em seu vídeo de apresentação, Juliette falou sobre seu respeito pela área jurídica e contou que pensou em ser delegada. Mas, depois de sua participação no “BBB”, a advogada acredita que esse sonho não vai mais se realizar.
“Admiro muito a carreira jurídica, tanto de delegada quanto de defensora. Mas agora acho que não dá mais porque não tem mais como. As pessoas estão me amando!”, brinca, aos risos. “Mas a carreira pública requer uma imparcialidade, um afastamento, um distanciamento. Agora as pessoas já me viram de biquíni, já me viram sem roupa, já me viram de todo jeito. Já sabem que eu me sensibilizo com muita coisa. Então, infelizmente, como profissão não vai dar mais. Fica só o sonho e a minha admiração”.
Redes sociais
O sucesso nas redes sociais foi uma surpresa para a paraibana, que atualmente conta com 18 pessoas na sua equipe. “Eu não tinha pretensão de estourar em rede sociais. Deixei apenas minha senha e pronto. Eles fizeram tudo isso. Perguntei quem estava pagando esse povo todo. Eu não tenho como pagar 18 pessoas ainda.  Só tenho o meu prêmio. Diz que tem até voluntário. Não dormi, ainda estou entendendo como está funcionando tudo, mas a maioria são amigos que acreditam em mim, botaram a cara e fizeram tudo isso”, explica.
Ela garante que seu objetivo não era ser famosa. “Eu não tinha objetivo de ser famosa. Eu queria segurança financeira. Ah, eu só não queria ser cancelada porque eu falo muito, sou brincalhona demais. Mas o que eu queria mesmo era ajudar a minha mãe e irmãos. Isso era a prioridade. O resto é consequência”.
Carinho do público e incertezas
Juliette está muito feliz com o carinho do público, mas também segue alerta com as restrições de contato por conta da pandemia de coronavírus. “Estou com muito medo da pandemia e muito triste porque não posso abraçá-los. Tenho muito respeito pela pandemia. Perdemos pessoas maravilhosas. O Paulo Gustavo… Estou assustada e com medo. Não sei mais como vai ser minha vida. Não sei nem o que estou fazendo aqui, estou muito feliz. Meu medo é um medo bom, aquele frio na barriga de quando vai dar certo”.
Símbolo do Nordeste
O Nordestina é uma das grandes paixões de Juliette, que pretende usar sua visibilidade para disseminar ainda mais sua cultura. “Um dos meus propósitos ali era justamente mostrar minha cultura. Eu sou apaixonada e não é demagogia. Respeito a cultura nordestina, paraibana… Sonhava com a festa do líder pra mostrar os elementos da nossa cultura”, diz.
“Eu sinto muita saudade das nossas Festas Juninas. Espero que essa pandemia vá embora logo. Creio que vai dar tudo certo. Não vejo a hora. O que eu puder fazer pra ajudar a cultura nordestina e as causas da mulher, as causas que eu acredito… Vou doar minha vida e minha visibilidade para isso”.

Fonte: Meia Hora
Créditos: Meia Hora