Bebês são incubados com máscaras feitas de garrafa PET em hospital

A menina não resistiu as complicações e faleceu no mesmo dia, segundo informações da direção do hospital - foto: divulgação

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Um casal de gêmeos prematuros, nascido na última quinta-feira (28), no município de Jutaí (a 632 distante de Manaus), precisou ser entubado às pressas com máscaras feitas com fundo de garrafas PET, improvisadas por médicos da Unidade Hospitalar do município. A menina não resistiu as complicações e morreu no mesmo dia, segundo informações da direção do hospital.

De acordo com o enfermeiro e diretor da unidade de saúde, Miriney Oliveira, ao nascerem, as crianças apresentaram enfermidades respiratórias. Ele destacou que a forma precária com que as crianças foram entubadas foi provocada devido à falta de profissionais capacitados para manusear a única incubadora do hospital. “Foi a única alternativa que os médicos encontraram para salvar a vida das crianças. No hospital existem duas incubadoras, uma está nova e a outra já está inativa”, disse.

O tio das crianças, Raimundo Neres, disse para a reportagem que a família não condena o método utilizado pelos médicos, mas que o governo deve rever a situação do serviço público de saúde para que novas pessoas não sejam vítimas da precariedade do sistema.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que, em relação ao atendimento aos recém-nascidos que não foi acionada pelo hospital de Jutai sobre a situação e nem foi solicitado serviço de remoção aérea, que está funcionando normalmente para os casos de maior gravidade que não podem ser resolvidos nos municípios.O órgão irá abrir uma investigação sobre o caso.