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Primeira máquina colheitadeira de palma do Brasil será lançada em Campina Grande

A CNA investiu R$ 150 mil para o desenvolvimento da pesquisa e do protótipo em um período de dois anos.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) irá lançar o protótipo de uma máquina colheitadeira de Palma no dia 29 de setembro durante a programação do 10º Congresso Internacional de Palma e 3º Agropec Semiárido, na Fazenda Riacho do Navio, em Campina Grande (PB).

A máquina foi desenvolvida pela indústria Laboremus a partir de uma a demanda da CNA, sob coordenação do presidente da Faepa, Mário Borba, para inovar e mecanizar o processo de colheita da raquete de palma. O equipamento é inédito no Brasil.

A palma forrageira é uma planta de alto valor nutritivo e utilizada como alternativa na alimentação de animais no Nordeste. Essa produção contribui para o desenvolvimento da pecuária no semiárido brasileiro.

A mecanização da colheita ampliará a produção da palma no Brasil. Segundo dados do Censo Agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região Nordeste concentra 98,8% da produção brasileira.

A CNA investiu R$ 150 mil para o desenvolvimento da pesquisa e do protótipo em um período de dois anos.

Especificações – O equipamento funcionará acoplado ao trator. A palma será transportada por uma esteira até o carroção ou direto ao vagão forrageiro, que fará a trituração do produto e pode ir direto para os cochos de alimentação dos animais. Isso otimizará o processo produtivo.

O peso aproximado da colheitadeira é de 2000 kg. A produção estimada em testes na Fazenda Riacho do Navio em plantio de fileira simples foi entre 50 toneladas a 100 toneladas por hora.

Já na Fazenda Carnaúba, em Taperoá (PB), a colheita de plantio em fileira dupla ficou entre 100 e 200 toneladas por hora.
De acordo com a indústria, a previsão é que o equipamento esteja disponível para comercialização no primeiro semestre de 2023. O custo ao produtor deverá ter valor de colheitadeiras de mercado entre uma e duas linhas.

Fonte: Assessoria
Créditos: Assessoria