NEGÓCIOS

EMPREENDER EM TEMPOS DE COVID-19: Número de empresas cresce no Brasil em meio à necessidade

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo SEBRAE, 1.470.484 microempresas abriram em 2020, no Brasil.

 

Apesar de ter sido o ‘plano B’ de muitas pessoas, abrir um negócio, a priori, no meio digital, durante a pandemia do covid-19, fez com que 30% dos brasileiros conseguissem se adaptar ao ‘novo normal’. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo SEBRAE, 1.470.484 microempresas abriram em 2020, no Brasil.

A microempresária, Maria Alice, foi uma dos milhares de brasileiros que decidiram se aventurar em meio à crise provocada pelas restrições impostas, como forma de conter a disseminação do vírus. Dona de uma loja de lingerie em João Pessoa (PB), ela conta como se deu a experiência, e também, motivação, de abrir um negócio. “Muitas empresas realizaram o processo de demissão. Eu tenho amigos que foram demitidos no ano passado e até agora não conseguiram outro emprego. Na minha situação, eu não fui demitida. Abrir uma loja foi a única alternativa como “seguro” de renda, caso acontecesse o mesmo comigo.”

Alice também ressalta que mesmo tendo iniciado a empresa sozinha, ela conseguiu se sobressair no mercado e manter uma certa estabilidade, que possibilitou o crescimento da loja e do número de funcionários. “Antes eu trabalhava sozinha. Hoje, eu tenho uma pessoa para realizar a compra das mercadorias e repor o estoque, outra para cuidar da parte comercial nas redes sociais, além do motoboy que realiza as entregas.”

Ester Fernandes é mais uma microempreendedora, dona de uma loja de acessórios femininos, entretanto, relata que abriu o negócio por necessidade, já que não teve outra fonte de renda, devido as consequências da pandemia. “Eu sou maquiadora e nesse período, fiquei sem trabalhar. Mesmo com tudo voltando a reabrir, meu trabalho foi um dos mais difíceis de voltar a funcionar normalmente. Dessa forma, eu decidi investir em outro nicho do mercado: moda. Como eu cresci no ateliê de costura da minha mãe, essa área foi bem presente na minha vida. Eu aprendi a bordar e costurar, e então, comecei a fazer acessórios. Algo que antes eu fazia apenas pra mim, virou o meu trabalho.”

Ainda sim, Ester conta que não foi fácil, devido a insegurança por questões financeiras. “A questão financeira foi a minha maior dificuldade. Tanto para investir, como pelo retorno por parte dos clientes. Mas, por ser uma loja virtual, as redes sociais proporcionam um alcance de um público maior, justamente pelo aumento das compras online.”

Fonte: Nathalia Souza
Créditos: Polêmica Paraíba