Coleta de DNA para condenados por crimes hediondos terá início da Paraíba

Exames devem começar na próxima semana; primeiras amostras serão de presos da Máxima

dna

A coleta de material genético dos presos condenados por crimes hediondos, na Paraíba, que deveria ter começado em agosto, ainda não está sendo realizada. A previsão é que até o final da próxima semana as primeiras amostras sejam colhidas. O trabalho vai começar pela Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, no bairro de Mangabeira, e será um projeto-piloto, com a participação de 100 apenados, condenados por crimes hediondos.

Na Paraíba, há mais de 9,7 mil apenados, mas cerca de 3 mil presidiários se enquadram nos critérios e terão que fornecer material para o banco de DNA do Instituto de Polícia Científica (IPC). Inseridos no sistema, os dados poderão ser cruzados com informações genéticas de presos de todo o País, com o apoio da Polícia Federal, através do software Codis (Combined DNA Index System), facilitando a identificação de autores de crimes.

O cruzamento dessas informações com o DNA coletado nas vítimas pode ajudar a polícia, por exemplo, a desvendar crimes que até hoje não têm nenhum suspeito, como o caso do assassinato da estudante Rebeca Cristina Alves Simões, morta em 2011.

O perito Sérgio Lucena, coordenador do programa (Codis) Combined DNA Index System e representante do Nordeste no Comitê Gestor da Rede Integrada de Bancos de Perfil Genético, disse que a ideia é observar como o projeto vai se desenvolver. Ele estima que a coleta de material genético dos 100 presos deve ser concluída em três dias. “Com este projeto-piloto, queremos ter uma noção, saber se o trabalho pode ser mais demorado do que estamos prevendo ou mais rápido do que esperamos”, verificou.

Ele explicou que o atraso para o início da coleta ocorreu porque a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (Seap) só enviou a lista com os nomes dos 100 primeiros apenados em setembro. “Assim que recebemos, organizamos a parte burocrática e de materiais e, agora, devemos começar a coletar as amostras”, relatou. O coordenador não apontou um prazo para concluir a coleta de material em todo o Estado, mas o objetivo é que o cruzamento dos dados tenha início imediatamente após as coletas.

Correio da Paraíba