Homofóbico

Bolsonaro perde ação movida contra o padre Júlio Lancelotti

A gravação foi feita durante uma missa celebrada por Lancelotti. Nos autos, a defesa do padre alegou serem notórias as posições “polêmicas, extremadas e duvidosas” de Bolsonaro e que houve apenas “posição crítica a respeito de temas e manifestações objeto de declarações públicas” do então pré-candidato à Presidência.

A Justiça do Rio de Janeiro julgou improcedente a ação movida por Jair Bolsonaro contra o padre Júlio Lancelotti. O presidente, que até então era deputado federal na época, entrou com uma ação por danos morais contra o padre. Júlio chamou Bolsonaro de “homofóbico” em um vídeo que circulou pelas redes sociais. O padre também completou “pessoa violenta e que defende o extermínio dos gays, além de defender a submissão da mulher perante os homens”.

A gravação foi feita durante uma missa celebrada por Lancelotti. Nos autos, a defesa do padre alegou serem notórias as posições “polêmicas, extremadas e duvidosas” de Bolsonaro e que houve apenas “posição crítica a respeito de temas e manifestações objeto de declarações públicas” do então pré-candidato à Presidência.

Na sentença, o juiz Marcelo Nobre de Almeida endossa a tese da defesa de que Bolsonaro é “pessoa pública que se notabiliza justamente pela emissão de opiniões e pela adoção de posicionamentos bem incisivos e particulares em relação aos temas concretos que foram objeto da fala do réu: questões das mulheres e questões do universo LGBT”.

“Assim, a despeito do discurso acentuado do réu [Júlio Lancelotti], não se vislumbra que o mesmo tenha tido animus específico de injuriar ou ofender o autor [Jair Bolsonaro]. O que se verifica foi ter ocorrido uma tentativa de defesa mais veemente de uma outra visão dos temas que eram objeto da pregação e que são diametralmente opostos ao que é utilizado como bandeira pelo demandante”, diz a sentença.

“Em consequência, tem-se como inexistente a prática de conduta ilícita pelo demandado, afastando a possibilidade de sua responsabilização civil”, concluiu o juiz.

Ainda de acordo com a sentença, Bolsonaro terá que pagar as custas e honorários do processo. O presidente ainda pode recorrer da decisão.

Fonte: IstoÉ
Créditos: Polêmica Paraíba