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Justiça mantém condenação de Roseana Meira por improbidade na Saúde de JP

Ex-secretária pediu a 'improvedênvia' da ação no TJ

Justiça mantém condenação de Roseana Meira por improbidade na Saúde de JP

imageA Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve, por unanimidade, sentença que condenou a ex-secretária de Saúde do município de João Pessoa, Roseane Maria Barbosa Meira, por ato de improbidade administrativa. O recurso (0070100-80.2012.815.2001) da relatoria do juiz convocado José Guedes Cavalcanti Neto foi apreciado na manhã desta terça-feira (6), durante sessão ordinária do colegiado.

A ação civil pública por ato de improbidade administrativa foi interposta pelo Ministério Público estadual contra secretária de Saúde da Capital, com o fim de apurar as ilegalidades ocorridas em concurso público realizado em 2010, a não nomeações de aprovados no referido certame e as contratações de servidores por excepcional interesse público pela Secretária de Saúde.

No Primeiro Grau, o magistrado julgou procedente o pedido para declarar a nulidade dos contratos administrativos de contratação temporária, bem como condenou a ex-gestora ao ressarcimento integral da despesa ilegal, suspensão direitos políticos por três anos, multa civil de 10 vezes a remuneração e proibição de contratar com o poder Público.

Ao recorrer da decisão, Roseane Meira requereu a improcedência da ação, aduzindo que não praticou atos de improbidade administrativa, sendo as contratações realizadas com amparo na Constituição Federal e Lei Municipal.

Ao apreciar a matéria, o juiz-relator José Guedes ressaltou que restou evidenciado a improbidade. “Diferentemente do que entende a apelante, além daqueles que geram dano ao erário ou implicam em enriquecimento ilícito, ofendem a probidade administrativa as condutas em desacordo com os princípios da Administração Pública”.

Quanto a impossibilidade de nomear candidatos aprovados em concurso público prevista na Lei de Eleições (9.504/97), que veda a nomeação, bem como a contratação sem justa causa no período de três meses que antecede o pleito até a data da posse, o magistrado afirmou que se havia empecilho legal para nomear candidatos aprovados, da mesma forma, havia para contratar servidores públicos durante aquele período.

“As contratações se mantiveram mesmo após passado o lapso temporal previsto na lei”, disse o relator.

Apenas ao ressarcimento integral da despesa ilegal, a Terceira Câmara deu provimento para excluir da sentença.

Tribunal de Justiça da Paraíba