Nem Dilma nem Temer

PELO IMPEACHMENT: Rede vai se associar às ações que pedem cassação de Dilma no TSE

A Rede lançará uma campanha "Nem Dilma nem Temer. Nova eleição é a solução". Apesar de se juntar à ofensiva no TSE, a Rede liberou seus parlamentares a votarem o impeachment do modo que julgarem conveniente.

REDE
A Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva, vai se associar formalmente às ações que pedem a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com isso, os dois principais adversários de Dilma na última eleição, Marina e o senador Aécio Neves, do PSDB, passarão a acusar a petista de ter conquistado o mandato de forma ilegítima, com abuso de poder político e econômico.

A legenda anunciou a iniciativa nesta terça-feira (5), em ato no qual defendeu a realização de novas eleições como saída para a crise. A ex-senadora ainda não discursou.

A Rede lançará uma campanha “Nem Dilma nem Temer. Nova eleição é a solução”. Apesar de se juntar à ofensiva no TSE, a Rede liberou seus parlamentares a votarem o impeachment do modo que julgarem conveniente.

Aliado de Marina, por exemplo, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) disse que votará a favor do afastamento da petista, “apesar de saber que no dia seguinte o país não estará melhor”.

“Fui convencido pela voz da presidente”, disse Miro. “Quando ela ofereceu o termo de posse a Lula, este Lula por quem muitos de nós já lutaram… Jamais tão curta frase revelou tantos crimes”, justificou Miro.

A Rede chamou de “desespero” a tentativa do PT de tratar como “golpe qualquer tentativa de mudar o status quo”. E disse considerar “injusto” que o PMDB seja herdeiro de um governo que, afirmaram integrantes da sigla, ele ajudou a corromper.

“Esse poder não foi legitimamente constituído”, disse Miro. “Nós assistimos a fraude, nós assistimos a corrupção, a mentira, o abuso de poder econômico”, atacou Miro.

A Rede afirmou que vai ingressar com pedido para participar das ações no TSE ao lado de outros partidos, como o PSB e o PPL.

Fonte: FOLHA
Créditos: DANIELA LIMA