Eduardo Cunha oficializa candidatura à presidência da Câmara dos deputados e Manuel Jr. comemora

A dois meses da eleição, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), oficializou nesta terça-feira a sua candidatura à presidência da Casa para o biênio 2015-2016. Favorito na disputa, ele divulgou uma cartilha com dez compromissos em que prega autonomia e independência do Legislativo e apresenta propostas para conquistar o apoio dos colegas, como a construção de mais um prédio para acomodar os parlamentares e servidores.

manoel e lider

Do G1

A dois meses da eleição, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), oficializou nesta terça-feira a sua candidatura à presidência da Casa para o biênio 2015-2016. Favorito na disputa, ele divulgou uma cartilha com dez compromissos em que prega autonomia e independência do Legislativo e apresenta propostas para conquistar o apoio dos colegas, como a construção de mais um prédio para acomodar os parlamentares e servidores. A quase totalidade da bancada da Paraíba apóia a Candidatura de Cunha. O dep. Manuel Junior, um dos coordenadores nacional da campanha, comemorou o lançamento e deve ser o líder do PMDB na Câmara com o apoio de Cunha.

Cunha também defende que os vencimentos dos deputados, hoje na casa dos R$ 26,7 mil, sejam equiparados ao teto do funcionalismo, definido pelo salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje na casa dos R$ 29,4 mil. O atual salário dos parlamentares é de R$ 26,7 mil. Uma proposta para elevar o teto para R$ 35,9 mil tramita no Congresso.

Com a campanha a pleno vapor, Cunha tem feito diversas viagens para se encontrar com parlamentares e angariar apoio. Na quinta-feira (4), ele estará em Campo Grande e Curitiba. Na sexta, segue para Florianópolis e Porto Alegre.

“E começo uma carreira de viagem que eu pretendo já no mês de dezembro fazer metade dos estados e janeiro fazer a outra metade e, se possível, voltar na primeira metade”, afirmou antes do ato de lançamento da sua candidatura.

Cunha já recebeu o apoio do Solidariedade e do PSC. A expectativa é que, agora com o anúncio, mais legendas deem o seu aval publicamente.

“Um anúncio a dois meses antes da eleição visa mostra para todos os companheiros da Casa, a todos os partidos políticos, que é uma candidatura não será mexida”, disse. A candidatura de Cunha não é vista com bons olhos pelo Palácio do Planalto por assumir uma postura mais independente mesmo pertencendo ao partido do vice-presidente da República, Michel Temer.

Ele chegou a liderar rebeliões da base aliada e impôs diversas derrotas ao governo em votações na Câmara. Além disso, ao sustentar a sua candidatura, Cunha bate de frente com o PT, que, por ter a maior bancada eleita (70 deputados, ante 66 do PMDB), defende que o comando da presidência fique com os petistas.