críticas à reforma

'CCJ votou Previdência às escuras', diz Haddad sobre sigilo de dados

O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao Planalto nas eleições de 2018 pelo PT, Fernando Haddad, fez duras críticas à reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados

O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao Planalto nas eleições de 2018 pelo PT, Fernando Haddad, fez duras críticas à reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados.

Ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), Haddad criticou particularmente o sistema de capitalização defendido pelo ministro da Economia Paulo Guedes e acusou o governo de falta de transparência na forma como manteve dados em sigilo.

Na opinião de Haddad, a recusa do governo em abrir, mediante a Lei de Acesso à Informação (LAI), os cálculos que explicam a economia de mais de R$ 1 trilhão em 10 anos com a reforma impediu um debate transparente na primeira comissão a analisar a PEC. “Deixaram passar na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que votou às escuras, porque não sabia o que estava votando. E só agora que os números foram divulgados. Mas há quanto tempo essa reforma está tramitando?”, questionou

Para o petista, é falsa a tese defendida pelo governo de que a reforma pode combater privilégios. “Do R$ 1 trilhão que se fala, mais de R$ 800 bilhões afetam diretamente a vida de quem ganha até três salários mínimos. O discurso do governo de que a reforma combate aos privilégios é falso”, justificou.

Sobre o regime de capitalização, proposto por Guedes, Haddad argumenta que, se implementada, formaria uma “legião de idosos pobres no Brasil”, citando o Chile, que adotou modelo parecido nos anos 1990, como exemplo. “Você tem que discutir democraticamente ajustes que precisam ser feitos. Graças a Deus que a população está envelhecendo, tudo isso é do jogo. Agora, regime de capitalização? Quero que o Guedes me diga em que país que ele está se inspirando”, desafiou.

 

Fonte: Correio Braziliense
Créditos: Correio Braziliense