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CASO RAÍSSA: Veja cinco pontos que faltam ser esclarecidos pela polícia

Menina de 9 anos foi encontrada morta na tarde de domingo em parque da Zona Norte de São Paulo. Adolescente de 12 anos confessou o crime à investigação do DHPP.

Cinco dias após a morte da menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, neste domingo (29), no Parque Anhanguera, Zona Norte de São Paulo, a Polícia Civil ainda precisa esclarecer pelo menos cinco pontos sobre o caso.
Na madrugada de terça-feira (1º) o adolescente de 12 anos confessou ter cometido o crime e foi levado para uma unidade da Fundação Casa, no Brás, pelo período de 45 dias.

Mesmo com a confissão, investigadores não descartam a participação de outra pessoa no crime, devido às contradições das declarações do adolescente à polícia desde os primeiros momentos após a morte de Raíssa.

Segundo Luiz Eduardo de Aguiar Maturano, titular da 5ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente, da Divisão de Homicídios, a investigação do caso continua e os investigadores esperam os resultados dos laudos periciais e do Instituto de Medicina Legal para relatarem o inquérito policial ao Ministério Púbico.

1) Quem matou?

Segundo o delegado, o adolescente de 12 anos confessou o crime na madrugada desta segunda-feira (30), descrevendo como foram as agressões e o que usou para agredir e amarrar a vítima. Mas antes, ele apresentou contradições e chegou a falar sobre um homem tatuado que estava em uma bicicleta verde.

Primeira versão: O adolescente disse que havia apenas encontrado o corpo de Raíssa aos policiais do 33º Distrito Policial de São Paulo (Pirituba).

Segunda versão: O adolescente falou informalmente aos policiais do DHPP que não agiu sozinho, mas sob ameaça de um homem tatuado e que estaria em uma bicicleta verde e usado uma faca para coagi-lo a agredir a menina.
Por essas duas declarações a polícia investiga se havia uma segunda pessoa na cena do crime. “Não descartamos qualquer possibilidade, nós temos laudos para serem entregues, avaliação do perfil do menino pela Vara da Infância, outras pessoas que também podem corroborar o perfil que temos dele”, disse Marturano.

2) Qual foi a motivação?

O adolescente “não deu motivação”. O delegado Maturano disse que o adolescente “fala que foram a pé [ao Parque Anhanguera], brincaram um pouco e em um dado momento passou a agredir a menina, empurrou ela numa árvore e laçou o pescoço dela com essa corda improvisada.”

3) Qual arma do crime?

De acordo com o delegado, o adolescente “primeiro ele bateu e depois pegou um pedaço de tronco de árvore, um graveto e começou a bater nela. Nós não encontramos nenhum sinal de pedaço de pau lá. O pessoal [perícia] que foi ao local não conseguiu encontrar. O que nós temos de apreensão aqui são a toalha, a meia, a corda, um chinelo, a camisa que ele usava no dia do crime, que vão indicar ou não a presença de substância hematoide.”

4) Qual foi a causa da morte?

Para a polícia, essa informação só poderá ser esclarecida após as conclusões dos laudos periciais. “Não temos essa informação, vamos depender dos laudos que estão a cargo do Instituto Médico Legal e isso já está sendo definido pela diretoria do departamento de homicídios, porque o IML está vendo com muita cautela todas essas informações”, disse Maturano.
O delegado afirmou que o menino bateu na vítima antes de chegar ao local onde o corpo foi encontrado, depois a empurrou e usou gravetos e galhos para agredir a vítima nas pernas e no rosto. Raíssa estava amarrada pelo pescoço e o corpo parcialmente suspenso. Apenas o laudo do IML, no entanto, poderá afirmar a causa da morte.

5) Como eles foram do CEU até o Parque?

De acordo com o depoimento do menino à polícia, ele e Raíssa saíram do estacionamento do CEU Anhanguera e seguiram à pé até o Parque Anhanguera, como mostram as imagens de uma câmera de segurança na região.
Em uma das versões apresentadas pelo adolescente à polícia, ele disse que saiu do CEU sozinho e em uma van.

Fonte: G1
Créditos: G1