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Conheça a startup brasileira que oferece wi-fi grátis em troca de dados de clientes

A Uau-Fi permite que os varejistas do “mundo físico” façam um tipo de marketing praticado normalmente apenas por e-commerces.

Você revelaria informações sobre seu comportamento de consumo para uma loja, restaurante ou academia, em troca de sinal de internet? Uma startup de Araçatuba, no interior de São Paulo, apostou nessa ideia — e ganhou força em todo o Brasil.

A Uau-Fi permite que os varejistas do “mundo físico” façam um tipo de marketing praticado normalmente apenas por e-commerces. Por meio da tecnologia, eles podem conhecer o perfil dos clientes, fazer pesquisas de satisfação, criar campanhas promocionais programadas (ou mesmo instantâneas) para públicos específicos, promover sorteios e lançar mão de estratégias de fidelização. Fundada em 2015, a startup já instalou 436 pontos de internet no país e tem uma rede de 800 mil usuários.

Ao contratar a Uau-Fi, o varejista recebe um roteador pelos Correios. Depois, no sistema da startup, ele ativa as funcionalidades que pretende usar em seu negócio. Para se conectar à rede, os clientes têm de instalar o aplicativo da Uau-Fi e preencher um cadastro. Se eles visitarem qualquer outro local que use o sistema da Uau-Fi, a conexão será feita automaticamente e o aplicativo ganhará a “cara” e os recursos do estabelecimento. “Somos o único app metamórfico do mundo”, afirma Rodrigo Antunes, 33 anos, CEO da empresa.

Segundo Antunes, a Uau-Fi segue as determinações do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — assim, os estabelecimentos comerciais não têm acesso a informações pessoais dos clientes, como nome, endereço e número de telefone.

Agora, o foco da Uau-Fi será aumentar as receitas. “Até o momento, trabalhamos para consolidar o produto. Vamos buscar resultados”, diz o CEO. Hoje, a startup cobra dos varejistas uma mensalidade entre R$ 79,90 e R$ 300. Uma nova fonte de recursos será o recém-lançado sistema de pagamentos via aplicativo da Uau-Fi. A startup receberá 1,3% das compras feitas nessa plataforma.

A empresa tem a meta de chegar a 1,5 mil hotspots instalados até o final do ano e pretende entrar em outros países da América Latina. A projeção é faturar R$ 3 milhões. Para dar conta dos planos, a marca busca investidores. “Queremos parceiros que nos ajudem a simplificar a entrada de novas lojas, seja possibilitando o barateamento dos custos de ativação do sistema, seja entregando roteadores em comodato”, diz ele.

Fonte: Ekonomy
Créditos: Ekonomy