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Senado debate nesta terça-feira sugestão que pede a criminalização do coaching

A CDH (Comissão de Direitos Humanos) vai promover, na terça-feira (3),  uma audiência pública para debater a atividade de coach no Brasil. A ideia é acumular argumentos para a análise da sugestão popular que pede a criminalização da atividade.

O presidente da Federação Brasileira de Coaching Integral e Sistêmico, Paulo Sérgio Vieira da Silva, e o vice-Presidente do IFC Brasil (International Coach Federation), Marcus Baptista, além de outros representantes de entidades ligadas à atividade, participarão debates, além dos deputados Nereu Crispim (PSL-RS), Eduardo Bismarck (PDT-CE), Coronel Tadeu (PSL-SP) e Júlio César (Republicanos-DF) também estão entre os convidados.

Atividade

Originária do idioma inglês, a palavra coach significa treinador. No mercado de trabalho, ele é o instrutor capacitado a ajudar pessoas a atingirem mais rapidamente as suas metas na vida pessoal e profissional. O coach também é contratado por empresas na busca de resultados em curto prazo. Nos Estados Unidos, onde a atividade surgiu há algumas décadas, a carreira já movimenta US$ 2,3 bilhões ao ano (R$ 9,5 bilhões).

Na teoria, qualquer profissional pode se tornar um coach, desde que domine os conhecimentos dentro da sua área. Na prática, é preciso também estar preparado para lidar com pessoas; ajudar os clientes a identificar limites, superar desafios e desenvolver o seu potencial.

O cidadão William Menezes, morador de Sergipe, é o autor da sugestão de criminalização da atividade. Sua ideia recebeu mais de 20 mil apoios. Agora, a ideia foi transformada em sugestão legislativa (SUG 26/2019) e tramita na CDH sob relatoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que ainda analisa a matéria. Se aprovada, pode virar projeto de lei.

Regulamentação

No sentido oposto, também há quem reconheça a qualidade e os bons resultados dessa atividade. Do Rio Grande do Sul vem a ideia de regulamentação da profissão apresentada pelo cidadão Ronald Dennis Pantin Filho II.

Na justificativa da proposta, o autor argumenta que coaches e mentores atuam desde que o ser humano existe, mas que somente nos últimos 40 anos essas profissões ganharam destaque no Brasil, ajudando milhares de pessoas a se desenvolverem. Por enquanto, no portal e-Cidadania, a sugestão tem pouco mais de 5 mil apoios e precisa de mais 15 mil para ser analisada na CDH.

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Polêmica Paraíba