ALERTA

NÃO É NÃO: Beijo forçado e qualquer outro tipo assédio será considerado estupro

A Polícia Civil terá dez pontos de atendimento, entre fixos e móveis; dois desses são de atendimento especializados para mulher e grupos vulneráveis

No Carnaval de Pernambuco, não haverá espaço para passada de mão, puxões no braço e no cabelo e beijos forçados. O chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle do Amaral, avisou, nesta sexta-feira (9), que não será tolerado nenhum tipo de assédio e que atos deste tipo resultarão em prisão em flagrante. “O beijo forçado ou qualquer tipo de assédio, será classificado como estupro”, reforçou, em coletiva de imprensa sobre o esquema de segurança para o Carnaval realizada na Ponte Duarte Coelho.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), as polícias Civil e Militar estarão atentas a possíveis abusos contra mulheres. Também serão disponibilizados pontos de atendimento especializado no Recife e em Olinda para uma resposta mais eficiente contra os crimes.

“Temos a delegacia especializada da Mulher, em Santo Amaro, funcionando; em Olinda, o complexo na Escola Sigismundo Gonçalves vai atender, além das mulheres vítimas de violência doméstica e de assédio, também os grupos vulneráveis (pessoa idosa, negra, comunidade LGBT, vítimas de intolerância religiosa)”, informou o chefe da Polícia Civil.

Kehrle destacou que os policiais estarão preparados e atentos para autuar em flagrante quem cometer qualquer tipo de abuso. “As equipes já estão orientadas nesse sentido. Os autores desses crimes serão presos e autuados em flagrante”, frisou.

A Polícia Civil terá dez pontos de atendimento, entre fixos e móveis, com o objetivo de atender o folião e as ocorrências identificadas pela Polícia Militar durante os festejos. Os novos policiais civis, que se formaram na última segunda-feira (5), já serão utilizados para a segurança dos foliões. “Novos policiais civis já entraram em efetivo exercício. Somados aos que já estavam em atividade, conseguimos ampliar a atuação da Polícia Civil no Carnaval”.

 

 

Fonte: Folha PE
Créditos: Folha PE