Franceses criam software capaz de recuperar computadores infectados pelo WannaCry

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Três franceses que trabalham no ramo da cibersegurança, incluindo um pirata informático, criaram um software que poderá eliminar o vírus WannaCry, que afetou mais de 300 mil computadores em pelo menos 150 países. O WanaKiwi ajuda a reaver os ficheiros raptados e a recuperar o controlo do computador.

O software WanaKiwi foi disponibilizado gratuitamente na internet esta sexta-feira, exatamente uma semana depois de o WannaCry ter lançado o pânico em vários países. Este malware, software malicioso, ameaça bloquear definitivamente os ficheiros dos utilizadores que não paguem um resgate em uma semana.

Segundo o Público, o WanaKiwi procura na memória do computador os números primos utilizados pelo software malicioso para criar a chave necessária para desencriptar os ficheiros. O WanaKiwi procura automaticamente os ficheiros infetados e impede que o WannaCry infete novas pastas.

Contudo, esta ferramenta apenas funciona se os dispositivos infetados não tiverem sido desligados, pois reiniciar o computador pode apagar os números primos da memória do computador, e se as vítimas usarem o WanaKiwi antes de o vírus ameaçar prender os ficheiros para sempre.

Os inventores deste software são Adrien Guinet, um especialista em cibersegurança, Matthieu Suiche, um pirata informático e Benjamin Delpy, que trabalha no Banco da França, segundo a Reuters.

O WanaKiwi “deve trabalhar com qualquer sistema operativo desde o XP até ao Win7”, disse Suiche à Reuters. A ferramenta já foi testada e funcionou com computadores que têm o Windows 7, o Windows XP e 2003. Se funcionar com o Windows 2008 e Vista poderá ajudar todos os aparelhos vulneráveis ao vírus.

“Esta não é uma solução perfeita, mas até agora é a única solução manejável para ajudar organizações a recuperarem os seus ficheiros se tivere sido infetadas e não tiverem cópias de segurança”, continuou Suiche.

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 Até esta quarta-feira, metade dos dispositivos infetados pelo WannaCry globalmente estava na China e na Rússia, segundo a Reuters, que cita a empresa de cibersegurança Kryptos Logic.

Estima-se que os hackers que lançaram o ataque informático tenham amealhado até esta sexta-feira 94 mil dólares com o pagamento de resgates.

 

Fonte: Diário de Notícias


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