Defesa

Deputado paraibano e mais 10 aliados de Cunha devem prestar depoimento ao STF semana que vem

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Parlamentares aliados do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) começarão a prestar depoimentos ao STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do dia 30, quinta-feira da semana que vem.

Arrolados como testemunhas da defesa, onze políticos enviaram ao ministro relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, datas e horários em que estrarão à disposição do Judiciário.

Eles serão ouvidos na ação penal em que Cunha é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, sob suspeita de ter recebido R$ 5 milhões em propina de um contrato firmado pela Petrobras para a aquisição de navios-sonda do estaleiro Samsung.

A ex-deputada e prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, é ré na mesma ação penal.

Até o momento, responderam ao ofício de Teori os deputados federais Marcelo Aro (PHS-MG), Hugo Motta (PMDB-PB), Pedro Chaves (PMDB-GO), Washington Reis (PMDB-RJ), Fernando Jordão (PMDB-RJ), Manoel Junior (PMDB-GO), Felipe Bornier (Pros-RJ), Saraiva Felipe (PMDB-MG), Alberto Filho (PMDB-MA) e Flaviano Melo (PMDB-MA), além do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Dos onze parlamentares, nove são correligionários do deputado afastado. Os outros dois integravam o chamado centrão da Câmara, grupo pluripartidário que era comandado pelo Cunha no período em que ele esteve na presidência da Casa.

Cunha listou 13 parlamentares como testemunhas de defesa. Apenas dois deles – os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Mauro Lopes (PMDB-MG) – ainda não responderam ao STF quando poderão prestar depoimento.

DESMEMBRAMENTO

Num outro procedimento em tramitação no Supremo, o ministro Toeri Zavascki determinou que seja retirado do guarda-chuva da Lava Jato um inquérito que tem como principais alvos Eduardo Cunha e o dono do banco BTG, André Esteves.

A investigação foi aberta para apurar as suspeitas de que Cunha recebeu R$ 45 milhões para incluir uma emenda de interesse de Esteves numa medida provisória.

Conforme a Folha apurou, em seu despacho, Teori argumenta que o caso em questão não tem ponto de contato com o esquema de corrupção na Petrobras. Por isso, ele pede ao Supremo, Ricardo Lewandowski, que redistribua o inquérito para outro ministro relatá-lo.
Créditos: Folha