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A dolorosa, lenta e necessária purificação do campo político nacional - Por Anderson Costa

"Dentre nossos ex-presidentes temos o hoje aposentado da vida pública José Sarney, que por muitos anos foi acostumado a mandar e desmandar no Maranhão junto dos aliados do seu clã, também temos o senador Fernando Collor de Melo que é atualmente réu na mesma Lava Jato que encarcerou Lula e Temer"

Na última quinta-feira todo o Brasil parou para ver Michel Temer ser preso, o último ex-presidente da República é o segundo chefe do executivo a ser preso por corrupção em um período de menos de um ano. No mesmo dia com a prisão de Temer e do seu aliado Moreira Franco o povo passou a debruçar-se sobre alguns dados um tanto quanto insólitos, pois se por um lado dois dos nossos seis ex-presidentes da República vivos estão presos, o estado do Rio de Janeiro viu seus cinco ex-governadores ainda vivos serem presos nos últimos três anos.

O fato mais alarmante com a prisão de Temer é de existe a possibilidade de que caso as investigações do Ministério Público sigam avançando e alcançando nomes de uma esfera tão alta dentro da política nacional logo possamos ver todos os nossos ex-presidentes também presos. Basta analisarmos os nomes que temos e veremos que assim como para o Rio de Janeiro o quadro para o Brasil não é animador.

Dentre nossos ex-presidentes temos o hoje aposentado da vida pública José Sarney, que por muitos anos foi acostumado a mandar e desmandar no Maranhão junto dos aliados do seu clã, também temos o senador Fernando Collor de Melo que é atualmente réu na mesma Lava Jato que encarcerou Lula e Temer. Fernando Henrique Cardoso assim como seus companheiros também é investigado pela Lava Jato tendo sido citado pelo próprio Emílio Odebrecht em uma de suas delações premiadas. Já Dilma Rousseff a única dentre os ex-presidentes que não é citada no âmbito da Operação Lava Jato é ré em um inquérito da Justiça Federal que investiga o caso conhecido como ‘quadrilhão do PT’.

Se excluirmos Dilma que é investigada em um caso diferente e supusermos que o judiciário nacional apresente ao longo de 2019 uma celeridade atípica para a sua história no julgamento dos casos da Operação Lava Jato poderíamos terminar o ano vendo Sarney, FHC e Collor sendo também presos. Caso essa possibilidade um tanto quanto improvável se tornasse realidade o Brasil empataria o jogo com o estado do Rio de Janeiro e ainda teria a chance de virar fazendo um seis a cinco caso no meio tempo Dilma também acabe sendo condenada.

A verdade é que por muito tempo na política brasileira deixou-se que o joio crescesse em meio ao trigo de tal forma que ambos passaram a confundir-se tanto no campo nacional quanto nas cearas locais onde a cada geração morrem e surgem novos coronéis. Para purificar o fazer político para que ele passe a ser verdadeiramente um sacerdócio será necessário que o judiciário use a Lava Jato para atear fogo em tudo que aí está para que possam se plantar sementes de uma nova geração sem contaminações.

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Polêmica Paraíba