POLÊMICA

CONTRATADOS x REITORIA: Professores substitutos da UEPB reivindicam extensão da validade dos contratos para concluir o período letivo

Reitoria se recusa a estender validade

Em meio a greve dos professores da Universidade Estadual da Paraíba, os professores substitutos enfrentam dificuldades para estender os contratos e ter a oportunidade de concluir o período letivo e as pesquisas desenvolvidas com os alunos. Com uma média de 1,3 mil docentes, a instituição tem, hoje, 433 professores contratados, que tiveram seus contratos suspensos, faltando um mês para a conclusão das aulas no período letivo 2016.2.

De acordo com Lívia Serafim, professora contratada da UEPB, e membro de uma comissão que representa os professores substitutos, a maior preocupação é com a interrupção de pesquisas, orientações de Trabalhos de Conclusão de Cursos e projetos de extensão.

Em entrevista ao Polêmica Paraíba, Lívia explicou que os docentes se reuniram com o reitor Rangel Júnior, na última sexta-feira, 12, e ele manteve o posicionamento de suspender os contratos, justificando não ter “possibilidade jurídica” para mantê-los, segundo ela, diferente do que aconteceu na greve realizada em 2015, quando os contratos foram estendidos para a conclusão do período letivo.

A comissão de professores procurou a Associação dos Docentes da UEPB e vão procurar assistencia jurídica no Ministério Público da Paraíba, para tentar reverter a situação, que depende, segundo eles, da reitoria da instituição.

Lívia serafim explicou ainda que a comissão foi recebida, nesta segunda-feira, 15, pelo vice-reitor Flávio Romero, para expor a necessidade de manter os contratos, pagando os salários, até a conclusão do período letivo. “Estamos em diálogo com a reitoria, porém sem respostas e ações concretas”, disse Lívia.

Nesta terça-feira, 16, os docentes contratados vão se reunir, em audiência, na sede do Diretorio central dos Estudantes para pedir o apoio dos alunos para as reivindicações dos 433 substitutos, “a tarde, teremos uma nova plenária, as 14h30, para apresentar, para a categoria de trabalhadores substitutos, o nosso entendimento jurídico e a nossa saída, enquanto comissão, em possíveis recursos jurídicos em ação coletiva, inclusive no Ministério Público”, afirmou.

Lívia Serafim finalizou reafirmando que os substitutos não estão se recusando a dar aulas, precisam da garantia, da reitoria, que vão receber os salários até a conclusão do período letivo.
Créditos: Polêmica Paraíba