Zé Aldemir está sim rompido politicamente com o casal Carlos Antônio e Denise Albuquerque e a recíproca também é verdadeira. Por Fernando Caldeira

Pois bem, tudo isso dito para afirmar que mesmo sem um pronunciamento oficial ou solene desta ou daquela parte, a verdade é que Zé Aldemir está sim rompido politicamente com o casal Carlos Antônio e Denise Albuquerque, como a recíproca também é verdadeira.

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No casamento religioso o padre decreta: “até que a morte os separe.” Ainda assim, mesmo com a palavra do sacerdote, muitos são os casórios que não se sustentam. O amor que um dia os uniu acabou e veio a desunião.

Ora, se num casamento que envolve amor, padre, testemunhas e todo ritual  religioso exigido, as separações acontecem, avalie então as uniões que se dão por meros interesses pessoais/eleitorais!

Assim são as coligações partidárias e os apoios políticos. Ninguém se engane: eles acontecem por puro interesse pessoal/eleitoral. É mais ou menos assim: A apoia B em 2016 para que B apoie A em 2018, e assim sucessivamente. Não há nisso amor nenhum, só interesse em votos e eleição! É o que conta; é o que interessa na política! E alguém há de indagar: e esses interesses pessoais/eleitorais têm fim?

Não, esses interesses não têm fim, apenas mudam de lado. Se adéquam às circunstâncias e se moldam às intempéries políticas. É o que o ex-deputado paraibano Manoel Gaudêncio chamou de dinamicidade política! Quem não já ouviu “a política é dinâmica!”

Pois bem, tudo isso dito para afirmar que mesmo sem um pronunciamento oficial ou solene desta ou daquela parte, a verdade é que Zé Aldemir está sim rompido politicamente com o casal Carlos Antônio e Denise Albuquerque, como a recíproca também é verdadeira.

Verdade que Zé não assume isso; verdade também que nem o secretário nem a prefeita igualmente assumem. Mas não é menos verdade que não se falam há tempos, nem por telefone e, ao contrário, trocam farpas públicas.

Se até agora estiveram unidos e disso se beneficiaram, buscam uma reacomodação política que mantenha incólumes aqueles interesses dos quais falávamos. Afinal de contas, se não dá mais para acomodá-los no mesmo barco, que se mude de embarcação.

Assim, no lugar de Zé Aldemir, Carlos e Denise escalaram o deputado Jeová Campos (PT) no seu grupo. E no lugar de Carlos e Denise, Zé escalou a oposição cajazeirense para somar ao seu comando com a saída de Vituriano da vida pública.

É com essas novas escalações que cada time começa a jogar o jogo político em 2015 pensando em 2016, quando Denise Albuquerque será candidata a reeleição, e terá Zé Aldemir como principal adversário, porque também candidato a prefeito!

Embora não se pronunciem, Zé, Carlos e Denise: rompidos sim senhor!