A TRAGÉDIA NA BLITZ: “Não vamos criar bandidos onde não inexiste, pois nenhum dos dois mereciam este destino” – Por Walter Santos

Publicado por:

Publicado em :

A tragédia na Blitz, os personagens e a força da nova Era
201701210702020000002215
Desde o início da manhã de sábado, 21, não há em João Pessoa, Capital da Paraíba, assunto mais comentado nas rodas sociais de todos os níveis do que o acidente provocado pelo jovem executivo Rodolpho Carlos, de família rica da cidade, quando ao fugir de Blitz da Lei Seca teria atropelado gravemente o agente de trânsito, Diego Nascimento, internado em estado grave no Hospital de Traumas.

Os dados policiais já são de domínio público a partir da Midia, inclusive a TV Cabo Branco – da família do acusado – com direito a mandado de prisão expedido pela Juíza Andréa Cavalcanti.

OUTROS VALORES EM JOGO

Afora todo o alto drama vivido pelo agente em serviço, com muita solidariedade à vítima, alguns valores precisam ser examinados pela ótica dá sociologia.

O grave acidente trouxe à baila ranços e cobranças que bem simbolizam a divisão de classes onde a base mais pobre passou o dia cobrando justiça e cadeia, sobretudo porque o acusado é filho de rico.

Expôs a ferida de “Casa Grande & Senzala” às avessas exigindo punição imediata comumente mais ofertada aos pobres, geralmente negros ou pardos.

A cobrança de resolutividade estava acima do rito e processo porque suscitava também posturas de enfrentamento de classes.

MEDIDAS E CONTEXTO DO ACUSADO

Gerou-se na sociedade uma mobilização para impedir impunidade. As redes sociais foram, como faz tempo interferem, elementos importantes na propagação do fato fomentado pelo elemento Opinativo contra o acusado com tom de linchamento.

De fato, o atropelamento quase mortal do operador do trânsito em serviço revoltou.

COMO TRATAR FATO POSSIVEL EM MUITAS OUTRAS FAMILIAS

Leia Também:   Um tsunami ameaça a aliança entre Cássio, Maranhão e Luciano Cartaxo - Por Gilvan Freire

A agilidade da Polícia e de outros agentes construiu rápido meios de cercar e chegar ao acusado pelo clamor social criado. Isto implica em punição além de tudo terminar na delegacia. Ele vai pagar pelo alto grau de acidente grave provocado, jamais acontecido em situação normal , fora do álcool.

Não se discute a punição, apenas, mas como tratar de um tema difícil diante de um infrator que tem precedente ilibado, nunca foi de excessos comuns em “filhos de papai”, mas que se viu tomado pelo delito pela primeira vez?

Este drama prova que a Lei Seca chegou para impedir que motoristas alcoolizados transformem momentos normais em tragédia, da mesma forma que não se pode abstrair a situação precedente,repito, do acusado – rapaz até então sempre bem recebido por sua postura de gente do bem.

Ele, como muitos de sua e de outras gerações, são vítimas da permissibilidade do País cultuar a cultura de beber bebida alcoólica para ajudar a indústria, os veículos de comunicação, as agencias de propaganda, os bares e restaurantes ávidos pelos alcoólatras sociais. Até antes, o executivo sempre foi pessoa do bem e o será fora do acidente, mas agora tipificado pela ira inconsciente de muitos contra os ricos.

Claro que é indefensável o ocorrido, mas tomadas as providências de punição não vamos criar bandidos onde inexiste porque até prova em contrário e fora da direção ontem ele sempre teve conduta irretocável pela ótima formação recebida dos pais.

Mas veio a tragédia, o infortúnio e a necessidade de se resolver, sobretudo o resgate da vida do agente, para advertir todas as familias para se precaveem contra o álcool no trânsito e a punição pelo erro concebido.

Leia Também:   CHAPA DOS SONHOS: Por que não a união de todos na Paraíba? - Por Rui Galdino

Neste momento, contudo, as preces chegam para o agente se recuperar, tendo as medidas punitivas em curso e a necessidade de se cuidar mais de nossos jovens com campanhas educativas também.

Nenhum dos dois mereciam tamanha tragédia.

Fonte: wscom.com.br

Créditos: Walter Santos


Compartilhe esta notícia com os seus amigos


Comentários

Comentários