Denúncia de assédio, avacalhada ingerência político partidária; a nossa OAB-PB desvestiu-se de seu papel histórico – Por Gilvan Freire

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A OAB NÃO PODE IMERGIR NOS ESGOTOS

Nesses anos modernos do pode tudo em todas as instituições, quando a indecência ganhou status de procedimento padrão e a iniquidade tomou o lugar da regra, e não da exceção, deixando especialmente as organizações públicas afogadas no lamaçal geral, cabe a alguns organismos da sociedade pularem fora desse oceano de fedentinas a fim de que o povo ainda possa ter onde se agarrar, para que não sucumbemos todos de vez.

O Brasil como Nação e como Estado já esteve à deriva várias vezes e o povo já teve antes de pagar o pato pelos descaminhos ocorridos, quase todos deflagrados pelos desatinos de sua elite dirigente, por pouco não tendo sofrido uma guerra civil. Embora hoje, com poucos disfarces, esteja em conflagração civil aterradora, movida pela incapacidade de gestão pública em áreas vitais da vida social, especialmente na educação, saúde e segurança pública, sem falar no clamor incendiário de repugnância que causam a corrupção e a improbidade.

Para suplantar esses danos causados ao país, noutras épocas, o povo revoltado se ancorou nas três mais invulneráveis e resistentes entidades de moralidade pétrea, a OAB, a CNBB e a ABI, verdadeiras fortalezas no combate à opressão dos poderosos e aos desvios de conduta moral dos homens públicos, hoje, infelizmente, quase que totalmente amesquinhadas diante da bandalheira em que virou o setor público e seus agentes, incluindo até mesmo esferas do Poder Judiciário.

Não obstante isso, essas ainda são as instituições mais idôneas do país, mesmo acanhadas no enfrentamento do banditismo dominante que bate de frente com o xerife Moro e seu agrupamento de honra, a Guarda Suíça do povo brasileiro.

Mas quando se olha para esse episódio da denúncia de assédio contra um graduado membro da atual gestão da OAB paraibana, tem-se a impressão, pela falta de maior consistência da queixa tornada pública, que se trata de um coquetel político, endereçado ao advogado Paulo Maia, um dos grandes líderes da classe surgido nos anos recentes, candidato à reeleição.
De fato, nesses últimos anos, a OAB desvestiu-se de seu papel histórico e deixou de intervir nas crises da sociedade brasileira, tão deserdada de líderes, mas, por outro lado, não infiltrou-se nos escaninhos da podridão, pelo menos como entidade, e ainda é guardiã dos interesses do povo e do país.

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A tentativa de adotar procedimentos próprios da avacalhada atividade política partidária, em suas eleições internas, fere de morte a imagem da OAB e nivela os advogados pela inescrupulosidade própria da conduta dos políticos profissionais, especialmente se a pretensão for a luta pelo poder a qualquer custo. Ter cabeça não é preciso, mas ter juízo é preciso.

Fonte: polemica

Créditos: gilvan freire


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