Superação

Candidata do The Voice volta a cantar após agressões

‘Canto porque sou feliz”, avisa Helen Cristina, relembrando o verso da canção de Lauren Hill e parte da trilha sonora de “Mudança de hábito”

‘Canto porque sou feliz”, avisa Helen Cristina, relembrando o verso da canção de Lauren Hill e parte da trilha sonora de “Mudança de hábito” (1992). O verso marca a história e a pele da cantora, participante do “The voice Brasil”, que voltou a soltar a voz após superar traumas de agressão física e psicológica de um ex-namorado. Em 2004, aos 18 anos, a então participante do “Fama 3” chegou à seminifinal, mas deixou a carreira musical de lado ao sofrer violências físicas e psicológicas do ex-parceiro.

— Foi uma história sofrida. Denunciei, mas tive problemas emocionais e cheguei a desenvolver síndrome do pânico. Depois, fiz terapia, mas ainda tive traumas. O que me libertou foi fazer o que eu gosto. Cantar me faz esquecer a dor — diz a artista, de 32 anos.

As cicatrizes que a tatuagem não é capaz de apagar ainda marcam seu corpo, mas não fazem as lembranças atrapalharem o sonho transformado em ofício seis anos após os traumas. Em 2010, a paulista de Mauá assinou seu primeiro contrato profissional, como backing vocal do Grupo Pixote. Em seguida, integrou a equipe de MC Gui e, depois, a banda de Péricles:

— Estávamos no aniversário da mulher do Péricles e assustei ao ver que o “The voice’’ estava começando comigo. No fim, estávamos todos chorando. Foi emocionante!

Neta de uma cantora de circo e filha de uma rainha de carnaval, Helen começou a cantar aos 13 anos. Os três irmãos da escolhida de Carlinhos Brown integram a banda de Lucas Morato (filho de Péricles), o Grupo do Bola e a escola de samba Império de Casa Verde. O pai, cavaquinista e professor de Artes Marciais, dava aula de luta na garagem de casa, e não deixou de influenciar artisticamente os filhos. Helen e mais nove integrantes da família hoje moram juntos em outra residência, no ABC Paulista.

— Tudo o que faço é para ver meus filhos (Cauã, de 3 anos, e Davi, de 6 anos) e minha mãe (Sueli Guerra) felizes. Depois de tudo o que passei, me considero guerreira.

Fonte: Extra
Créditos: Extra